sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Aconselhar

"Quando queres dar a entender a alguém que está errado, começa por falar-lhe doutras coisas, acabando por chegar, como por acaso, aos actos que merecem reprovação. Descreve-os, então, de modo caricatural, diz todo o mal que pensas deles, mas fá-los acompanhar de circunstâncias diferentes, de modo a que a pessoa que queres aconselhar não se sinta directamente atingida. Procura que te escute de boa vontade, sem zangar-se; alegra a conversa com algumas piadas e, se de súbito o vires fazer má cara, mostra um ar cândido e interroga-o nesse sentido. Finalmente, misturando-as com considerações diversas, aborda as soluções a considerar num caso como o que te preocupa. "
Jules Mazarin

Será que quando achamos algo errado não devemos dizê-lo logo? Mas será que não estaremos a dar a sensação que estamos a ser injustos? Mas dizê-lo através de rodeios não será ainda mais cobarde, mais falso? Mas pode-se alegar que não queriamos magoar ninguém..
Será que é correcto tantas vezes opinar acerca do que os outros fazem de certo ou errado? Ou pura simplesmente falar apenas quando nos pedem opinião, ou então nem assim dá-la? Para depois não se ouvir dizer: foi como me aconselhaste, segui o teu conselho e vê no que deu..


Demasiadas questões por vezes sem resposta concreta.

1 comentário:

Ruben disse...

Às vezes é preciso deixar as pessoas descobrirem por si só...
O máximo que podes sentir é uma sensação de aperto, por saberes algo que outros não saibam, ou que a pessoa não saiba.
Podes sempre correr o risco de dizer o que achas de errado, com a possibilidade da consequência de ficarem chateados contigo, ou pensarem que estás a ser insensata.
Quando queres o melhor para as pessoas, tens o direito de aconselhar, mas não agir.

A verdade às vezes dói... mas é sempre melhor do que ver uma pessoa a auto-destruir-se.